Operação Dakovo: general e coronel são presos no Paraguai

Trabalho conjunto entre autoridades brasileiras, paraguaias e estadunidenses tem como foco o tráfico de armas.

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Desencadeada nesta terça-feira (4), com o cumprimento de mais de 80 mandados de prisão, busca e apreensão no Brasil, Paraguai e Estados Unidos, a Operação Dakovo, de combate ao tráfico de armas, resultou na prisão de um general das Forças Armadas do Paraguai, além de um coronel que atuava na verificação do registro de armamentos.

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Os nomes dos militares não foram inicialmente divulgados por fontes como os jornais La Nación e Última Hora, que reportaram, contudo, que o coronel investigado já foi chefe do setor de Registro de Armas da Direção Nacional de Material Bélico (Dimabel), órgão responsável pela fiscalização de armas e munições no país.

Até as 10h, 13 pessoas já tinham sido detidas pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, responsável pelo cumprimento dos mandados, nas regiões de Assunção e Ciudad del Este.



As investigações começaram em 2020, na Bahia, após a detecção de um esquema de desvio de armas produzidas na Europa, em países como Croácia, Eslovênia, República Tcheca e Turquia, para facções criminosas brasileiras, via Paraguai.

No país vizinho, somente uma das empresas investigadas, pertencente a um empresário argentino, teria importado entre 25 mil e 43 mil armas (as cifras divergem conforme a fonte consultada), muitas das quais destinadas ao mercado clandestino após suposta compra legal por cidadãos paraguaios, cujos dados eram usados, com ou sem consentimento, como laranjas.

O nome da operação é uma referência à cidade croata de Dakovo, um dos pontos logísticos do esquema. No Brasil, o trabalho é executado pela Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados em nove cidades, entre elas Foz do Iguaçu e Ponta Grossa (clique aqui para saber mais).

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