Puerto Iguazú enfrenta falta de gás de cozinha, repelente e água

No caso da água, problema é local; nos demais, estão ligados às indefinições da economia argentina.

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Moradores da cidade fronteiriça de Puerto Iguazú estão enfrentando, neste fim de ano, escassez de itens básicos. Um dos casos mais emblemáticos é o do gás de cozinha. A indefinição quanto ao preço que será praticado em 2024 levou muitos comerciantes a suspenderem a venda dos produtos que ainda estão em estoque.

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De acordo com o portal La Voz de Cataratas, devido à falta de sinalização clara em relação ao tarifário que estará em vigor a partir de terça-feira (2), primeiro dia útil de 2024, a decisão foi por aguardar. A estimativa é de aumentos pesados, que poderão chegar a até 150% após o fim dos subsídios praticados pelo governo argentino.

Outro produto cuja escassez está em destaque na imprensa do país é o repelente contra mosquitos, que desapareceu das prateleiras de farmácias e supermercados nos últimos dias, em meio ao crescimento dos casos de dengue e à invasão de mosquitos amplamente noticiada por veículos de comunicação de Buenos Aires.



Na província de Misiones, as autoridades locais têm orientado a população para que busque alternativas caseiras, como o uso de plantas aromáticas (citronela e afins), vinagre de álcool e a colocação de telas nas janelas, que devem permanecer fechadas nos momentos de maior atividade dos mosquitos, como no final da tarde.

Segundo a Confederação Farmacêutica Argentina (Cofa), a falta de repelentes no país está ligada a vários fatores, como o próprio aumento da procura e as dificuldades de renovar os estoques com produtos nacionais e/ou importados.

Falta de água

Já a escassez de água relatada por moradores de Puerto Iguazú neste fim de semana está ligada, conforme o Instituto Misionero de Agua y Saneamiento (IMAS), à ruptura de uma adutora na região da Avenida Córdoba, afetando algumas das áreas mais populosas do perímetro urbano, como o próprio centro da cidade.

Outro local sem água nas torneiras é o bairro Las Palmeras, onde houve problemas nos equipamentos que fazem o bombeamento. Segundo o IMAS, além do quadro próprio, equipes da prefeitura de Puerto Iguazú estão auxiliando nos trabalhos de reparação das redes danificadas.

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