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Reportagem Especial

Movimentação

Em gráficos: por que 2026 pode ser o ano recorde do Aeroporto de Foz do Iguaçu

O terminal movimentou quase 1,4 milhão de passageiros entre janeiro e junho, a maior marca já registrada em um primeiro semestre.

38 min de leitura
Em gráficos: por que 2026 pode ser o ano recorde do Aeroporto de Foz do Iguaçu
O Aeroporto de Foz do Iguaçu foi o que mais cresceu entre os grandes terminais do país na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025. Foto: Motiva/divulgação

Foz do Iguaçu deve ter o ano mais movimentado da história no seu aeroporto. De janeiro a junho de 2026, o terminal registrou quase 1,4 milhão de passageiros, entre embarques e desembarques, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). É o melhor primeiro semestre já contabilizado na cidade. O volume supera em 28,3% o mesmo período de 2025.

Para bater o recorde, Foz precisa passar dos 2,3 milhões de passageiros de 2018, a maior marca anual até hoje. A conta joga a favor. O segundo semestre costuma superar o primeiro na cidade, puxado pelas férias de julho e pela alta temporada de dezembro. Num cenário conservador, com a segunda metade do ano apenas repetindo o volume de 2025, o terminal chegaria a cerca de 2,6 milhões. Já seriam 11% acima do recorde. Se o ritmo atual continuar, o número se aproximará de 2,9 milhões.

No ranking nacional do primeiro semestre, Foz do Iguaçu ocupou a 19.ª posição entre os aeroportos brasileiros. Dentro do Paraná, só ficou atrás de Curitiba, que aparece em 11.º lugar. No período, o terminal passou à frente de destinos turísticos tradicionais como Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

Melhor primeiro semestre da história do aeroporto

Movimento de passageiros apenas no 1º semestre de cada ano em Foz do Iguaçu.
Recorde antigo (2018) 2026 Pandemia (2021)valores em milhões
0,00,30,60,91,21,520102012201420161,18201820200,34202220241,392026
Nenhum janeiro–junho havia passado de 1,2 milhão. Em 2026, Foz saltou para 1,39 milhão, alta de 28,3% sobre 2025. Além disso, o índice foi de 17,4% acima do antigo recorde de meio de ano.

Os 20 maiores aeroportos do Brasil
Movimento total de passageiros (embarques + desembarques) no 1º semestre de 2026.
1
São Paulo/Guarulhos
23,1 mi
2
São Paulo/Congonhas
12,3 mi
3
Rio de Janeiro/Galeão
9,52 mi
4
Brasília
8,37 mi
5
Belo Horizonte/Confins
6,28 mi
6
Campinas/Viracopos
6,13 mi
7
Recife
4,98 mi
8
Salvador
4,19 mi
9
Porto Alegre
3,95 mi
10
Rio de Janeiro/Santos Dumont
3,13 mi
11
Curitiba
2,99 mi
12
Fortaleza
2,95 mi
13
Florianópolis
2,78 mi
14
Belém
1,93 mi
15
Goiânia
1,80 mi
16
Vitória
1,78 mi
17
Maceió
1,55 mi
18
Manaus
1,52 mi
19
Foz do Iguaçu
1,39 mi
20
Natal
1,37 mi
Foz do Iguaçu aparece em 19º, à frente de Natal, mesmo com apenas uma rota internacional regular.
Os 20 maiores aeroportos do Brasil — 1º semestre de 2026
PosiçãoAeroportoPassageiros
1São Paulo/Guarulhos23121130
2São Paulo/Congonhas12252125
3Rio de Janeiro/Galeão9522970
4Brasília8367564
5Belo Horizonte/Confins6284775
6Campinas/Viracopos6134622
7Recife4979402
8Salvador4186779
9Porto Alegre3947588
10Rio de Janeiro/Santos Dumont3132268
11Curitiba2987982
12Fortaleza2950137
13Florianópolis2783568
14Belém1928234
15Goiânia1801818
16Vitória1776056
17Maceió1549576
18Manaus1517889
19Foz do Iguaçu1390218
20Natal1369775

Como julho costuma ser o pico do ano em Foz, por causa das férias de inverno, se a temporada confirmar a tendência dos seis primeiros meses, o recorde de 2018 deverá cair bem antes de dezembro. Para 2026 bater a marca anual de 2018 (2,3 milhões), o segundo semestre precisa somar pouco mais de 940 mil passageiros. Só que o segundo semestre de 2025, sozinho, teve 1,2 milhão. Ou seja, mesmo um segundo semestre bem mais fraco que o do ano passado já garante o recorde.

Três companhias dividem quase todo o movimento

Participação de cada companhia aérea nos embarques de Foz do Iguaçu no 1º semestre de 2026.
43,6%
LATAM
34,9%
GOL
20,0%
Azul
1,5%
JetSMART
Juntas, a LATAM e a GOL somam quase 80% dos embarques. Já a JetSMART, com 1,5%, é a única na operação internacional regular, ligando Foz a Santiago.

Liderança nacional em crescimento

O Aeroporto de Foz do Iguaçu foi o que mais cresceu entre os grandes terminais do país na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025. Nenhum outro aeródromo de porte semelhante, com volume superior a um milhão de passageiros no semestre, chegou perto desse ritmo. Porto Alegre, o segundo colocado, avançou 18,9%, seguido por Natal, com 18,4%. A distância deixa claro o tamanho do salto de Foz, que somou mais de 306 mil passageiros em apenas seis meses.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da média nacional, enquanto os maiores aeroportos do país cresceram em ritmo de um dígito. Guarulhos avançou 3,6%, e Congonhas, 4%. Alguns até recuaram, como Viracopos (−4,4%) e Confins (−1,4%).

Foz lidera o crescimento entre os grandes aeroportos

Variação no movimento de passageiros (embarques + desembarques) no 1º semestre, de 2025 para 2026.
Foz do Iguaçu Demais aeroportos
Foz do Iguaçu
+28,3%
Porto Alegre
+18,9%
Natal
+18,4%
Galeão (RJ)
+14,0%
Porto Seguro
+12,4%
Vitória
+11,6%
Salvador
+10,3%
Florianópolis
+9,0%
Maceió
+8,3%
Brasília
+8,0%
Foz do Iguaçu cresceu 28,3%, a maior alta entre os grandes aeroportos do país.

LATAM é a 1ª. entre as companhias

Três companhias dividem a maior parte do movimento em Foz. A LATAM lidera os embarques, com 43,6%, seguida de perto pela GOL, com 34,9%. A Azul fica com 20%. A chilena JetSMART, única na operação internacional regular, responde pelo 1,5% restante.

O dado mais forte é a ocupação. Os aviões saem de Foz quase cheios: 88,2% dos assentos ocupados, na média. A Azul lidera nesse quesito, com 91,4%, fruto de aeronaves menores, jatos Embraer de cerca de 146 lugares, e boa demanda. LATAM e GOL voam com aviões maiores, na faixa de 183 a 191 assentos, e mantêm a ocupação entre 87% e 88%.

O eixo São Paulo domina a malha de Foz. Somadas, as ligações com Guarulhos, Congonhas e Campinas (Viracopos) responderam por 60,8% de todo o movimento do terminal no semestre. A rota para Guarulhos, sozinha, moveu 444 mil passageiros. Na sequência aparecem o Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), e Congonhas, também em São Paulo.

Três companhias dividem quase todo o movimento

Participação de cada companhia aérea nos embarques de Foz do Iguaçu no 1º semestre de 2026.
43,6%
LATAM
34,9%
GOL
20,0%
Azul
1,5%
JetSMART
LATAM e GOL somam quase 80% dos embarques. A JetSMART, com 1,5%, é a única na operação internacional regular, ligando Foz a Santiago.

Maior oferta de voos

Entre 2024 e 2025, as companhias mexeram pouco na oferta de voos, mas encheram mais os aviões: a ocupação saltou de 83,8% para 88,4%. Chegou perto do teto. Para crescer em 2026, só restava um caminho: mais voos. Foi o que aconteceu. As decolagens subiram 27% num ano, de 3.497 para 4.434, e a oferta de assentos cresceu no mesmo ritmo. A demanda acompanhou e segurou a ocupação em 88%. Na prática, Foz saltou de cerca de 20 partidas por dia em 2025 para quase 25 em 2026.

Por trás das negociações por mais voos existe um arranjo de governança. A Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu reúne cinco instituições em torno de metas comuns. O grupo, formado pela Secretaria Municipal de Turismo, Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec, Visit Iguassu e Fundo Iguaçu, não tem orçamento próprio. Dessa forma, cada integrante mantém suas fontes de recurso e competências, mas atua de forma coordenada. Assim, alinha investimentos em promoção, inteligência de mercado, qualificação, infraestrutura e conectividade aérea.

Motiva: aviões cheios pressionam por mais voos

Para a Motiva, concessionária que administra o aeroporto, a ocupação alta manda um recado claro. “Os elevados índices de ocupação demonstram, sim, que existe demanda para ampliar a conectividade de Foz do Iguaçu”, afirma Graziella Delicato, gerente-executiva de Negócios Aéreos da empresa. Ademais, ela lembra que aproximadamente 40% dos passageiros dos voos domésticos ainda fazem conexão em outro aeroporto para chegar ao destino final. Ou seja, sobra espaço para novas rotas diretas.

Nos últimos 12 meses, Foz recuperou a ligação com Brasília e, depois, com Porto Alegre. A concessionária também vê potencial para transformar em voos regulares destinos que hoje só operam na alta temporada, como Recife, Belo Horizonte e Salvador. A palavra final, porém, fica com as companhias. “A decisão sobre abertura de rotas, frequências e tipo de aeronave é sempre das empresas aéreas”, pondera a executiva.

Os aviões saem de Foz quase cheios

Taxa média de ocupação dos voos por companhia no 1º semestre de 2026 (passageiros embarcados ÷ assentos ofertados).
Maior ocupação
Azul
91,4%
GOL
88,1%
LATAM
87,1%
JetSMART
83,4%
A ocupação média foi de 88,2%. A Azul lidera com 91,4%, ajudada por jatos menores (cerca de 146 lugares); LATAM e GOL voam aviões maiores e ficam perto de 88%.

A infraestrutura acompanha o ritmo. A Motiva investiu mais de R$ 350 milhões na modernização do terminal, que dobrou a capacidade para quatro milhões de passageiros por ano. “A infraestrutura atualmente disponível oferece margem significativa para absorver o crescimento projetado”, diz Graziella. Sobre a pista, a Motiva informa que o aeroporto “está preparado para atender diferentes perfis de operação”, contudo ressalva que o uso de aviões maiores depende do planejamento de cada companhia.

Por ser empresa de capital aberto, a Motiva não divulga projeções de movimentação. Mesmo assim, a executiva se mostra otimista: a malha já publicada indica cerca de 25% mais assentos no segundo semestre de 2026 ante 2025.

A Motiva investiu mais de R$ 350 milhões na modernização do terminal, que dobrou a capacidade para quatro milhões de passageiros por ano. Foto: Motiva/divulgação
A Motiva investiu mais de R$ 350 milhões na modernização do terminal, que dobrou a capacidade para quatro milhões de passageiros por ano. Foto: Motiva/divulgação

Fundo Iguaçu desenha a malha aérea

A estratégia por trás das rotas também nasce de um trabalho técnico. O Fundo Iguaçu contratou o consultor Gianfranco “Panda” Beting para diagnosticar a conectividade de Foz. O estudo mapeou, sobretudo, a malha atual, apontou oportunidades de mercado e passou a orientar as negociações com as companhias.

Mais do que uma consultoria pontual, o material virou uma base de inteligência permanente. A articulação envolve ainda a concessionária, o Governo do Estado e a Embratur, no caso das rotas internacionais. Ainda assim, a palavra final segue com as empresas aéreas, que pesam demanda, frota, custos e estratégia de mercado.

Uma década de altos e baixos

A trajetória do Aeroporto de Foz do Iguaçu tem quatro capítulos. Primeiro, o salto do início da década: entre 2010 e 2012, o terminal quase dobrou de tamanho, puxado pela expansão das companhias de baixo custo. Depois, o platô no topo, com o pico de 2018. Em seguida, o tombo da pandemia, que derrubou o movimento em 64,6% em 2020. Por fim, a retomada, que devolveu Foz ao patamar recorde em 2025 e agora aponta para uma marca inédita em 2026.

Olhar apenas para os primeiros semestres deixa a força de 2026 ainda mais nítida. Nenhum janeiro a junho havia passado de 1,2 milhão. Foz saltou para quase 1,4 milhão de uma vez, 17,4% acima do antigo recorde de meio de ano, que era de 2018.

Por fim, nesta série, há um detalhe curioso. O pior primeiro semestre recente não foi o de 2020, e sim o de 2021, quando a segunda onda da pandemia derrubou o movimento a 343 mil passageiros.

Foz caminha para o ano mais movimentado da história

Movimento total de passageiros por ano no Aeroporto de Foz do Iguaçu (embarques + desembarques). 2026 mostra apenas o 1º semestre.
Recorde (2018) 2026 (só 1º sem.)valores em milhões
0,00,51,01,52,02,520102012201420162,3320182020202220241,39*2026
Só no 1º semestre, Foz já soma 1,39 milhão de passageiros. Repetindo o 2º semestre de 2025, fecharia 2026 perto de 2,6 milhões, acima do recorde de 2018 (2,33 milhões).

Como as rotas mudaram ao longo dos anos

A malha de Foz passou por uma virada silenciosa na última década. Guarulhos virou a espinha dorsal do terminal e nunca saiu do topo. Curitiba seguiu o caminho oposto. Era a maior rota em 2015, com 443 mil passageiros, e caiu para 236 mil em 2025. Entretanto, no período, Foz ganhou voos diretos para São Paulo e Rio de Janeiro.

O eixo São Paulo domina a malha de Foz

As dez maiores rotas de Foz do Iguaçu no 1º semestre de 2026, por número de passageiros (dois sentidos).
Rotas com São Paulo Demais rotas
Guarulhos (SP)
444 mil
Galeão (RJ)
321 mil
Congonhas (SP)
284 mil
Viracopos (SP)
118 mil
Curitiba (PR)
110 mil
Brasília (DF)
68 mil
Santiago (CHI)
20 mil
Confins (MG)
13 mil
Fortaleza (CE)
7 mil
Recife (PE)
5 mil
Somadas, Guarulhos, Congonhas e Viracopos respondem por 60,8% de todo o movimento. Contudo, Santiago, no Chile, é a única rota internacional regular, com 20 mil passageiros.

O Conselho Municipal de Turismo (Comtur) enxerga a virada com naturalidade. “A evolução da malha aérea reflete as mudanças no comportamento do mercado e da demanda”, avalia o conselho. Curitiba, por ser capital e concentrar mais passageiros, ficou mais atrativa para as companhias. Foz, por sua vez, passou a caçar conexões com aeroportos que recebem voos internacionais e mais rotas diretas.

Para o Comtur, o reforço das ligações com São Paulo e Rio amplia o acesso, inclusive para o turista estrangeiro. O conselho defende uma malha equilibrada e aposta nos dois mercados ao mesmo tempo. “O crescimento sustentável da malha aérea passa pelo fortalecimento simultâneo dos mercados doméstico e internacional”, afirma, citando a posição de Foz na Tríplice Fronteira como trunfo para ligações de longa distância.

No plano internacional, Foz tem só uma rota regular: Santiago, no Chile, operada pela JetSMART, com 20,4 mil passageiros no semestre. Contudo, é pouco para uma cidade turística de fronteira.

A pista de pouso e decolagem foi ampliada de 2.194 para 2.705 metros, possibilitando a operação de aeronaves de maior porte. Foto: Motiva/divulgação

A aposta internacional e a chegada da ASUR

Ampliar as conexões internacionais é a frente que a Motiva trata como prioritária. A estratégia mira os hubs da América Latina, como Santiago, Lima, Bogotá, Panamá e Manaus, que distribuem voos para América do Norte, Europa e Ásia. “O turista internacional, normalmente, não visita apenas um destino quando vem à América do Sul”, explica Graziella Delicato.

A Gestão Integrada do Turismo trabalha na mesma direção, entretanto busca equilíbrio entre os mercados. No doméstico, o foco recai sobre os principais centros emissores e hubs de distribuição. No internacional, a meta é ampliar voos diretos e fortalecer mercados estratégicos: América Latina, Estados Unidos, Europa e, cada vez mais, Ásia. Mesmo com a concentração em grandes hubs, o grupo garante que a diversificação da malha continua no radar, sempre a partir de estudos técnicos e da leitura de demanda.

As negociações com as companhias existem, todavia ocorrem sob sigilo comercial. A decisão final depende, sobretudo, de fatores como a disponibilidade de aeronaves e a estratégia de malha de cada empresa.

Há ainda uma troca de comando no radar. A ANAC aprovou a transferência da concessão para o grupo mexicano ASUR, com conclusão prevista para 2026. Ainda assim, a operadora garante que a mudança não mexerá nos investimentos nem no foco em conectividade. “Foz do Iguaçu continuará sendo um ativo estratégico dentro do portfólio da companhia”, diz a executiva. A experiência do grupo com destinos turísticos, caso de Cancún, reforçaria a confiança no potencial da cidade.

O desafio de fazer o turista ficar mais

No fim, o recorde no aeroporto só vira economia se o visitante desembarca e fica. É a leitura do Comtur. Para o conselho, mesmo com parte do fluxo usando o terminal como passagem na fronteira, “Foz do Iguaçu ainda é, predominantemente, um destino final de lazer, negócios e eventos”. Isso aparece, sobretudo, na ocupação dos hotéis, na visita aos atrativos e no consumo em bares e restaurantes.

O próximo passo, conforme o conselho, é “transformar esse crescimento em maior permanência média e maior gasto por visitante”. Ademais, a rede hoteleira e o trade têm dado conta da demanda, segundo o Comtur, graças a investimentos contínuos em infraestrutura e qualificação.

Mais gente chegando também acende um alerta sobre a capacidade dos atrativos. O conselho afirma monitorar a visitação de perto, com atenção às Cataratas do Iguaçu, que já estudam melhorias para a nova demanda. A régua é conciliar preservação ambiental e crescimento sem estragar a experiência de quem visita.

Em julho, mais de 125 mil pessoas visitaram o Parque das Aves. É o maior número de visitantes em um único mês nos mais de 30 anos de história do atrativo. Foto: divulgação
Em julho, mais de 125 mil pessoas visitaram o Parque das Aves. É o maior número de visitantes em um único mês nos mais de 30 anos de história do atrativo. Foto: divulgação

A Gestão Integrada do Turismo detalha que os principais atrativos já operam com protocolos de monitoramento e gestão de capacidade, principalmente no Parque Nacional do Iguaçu. Além disso, o contrato de concessão do parque prevê um projeto de reestruturação e modernização dos serviços de visitação, a cargo da Urbia+Cataratas.

A estratégia, porém, não se resume a receber mais gente. O grupo quer distribuir melhor os fluxos ao longo do ano, estimular novos atrativos e ampliar o tempo de permanência do turista. Dessa forma, tenta conciliar crescimento econômico, qualidade da experiência e preservação do patrimônio natural.

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    Vacy Álvaro

    Vacy Álvaro

    Vacy Alvaro é jornalista e coordenador do núcleo de Jornalismo de Dados/Infográficos do H2FOZ.

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