Desapropriações na Felipe Wandscheer deverão custar R$ 1,7 milhão

A Prefeitura de Foz do Iguaçu estima gastar R$ 1.705.535 em indenizações a proprietários de terrenos ocupados pelas obras de duplicação da Felipe Wandscheer. As indenizações correspondem a partes dos imóveis usadas para as adequações das calçadas aos pedestres.

De acordo com a administração, em 2015 o projeto de duplicação da via previa a desapropriação de 32 áreas. Em agosto daquele ano, 27 propriedades foram declaradas de utilidade pública pelo Decreto nº 24.051, mas o município não efetuou o pagamento das indenizações.

O projeto de duplicação da avenida era para terminar em julho deste ano, o prazo foi prorrogado para o último dia 18, porém os serviços não foram concluídos novamente. De acordo com a prefeitura, a empresa responsável pela obra deverá concluí-la até o dia 18 de dezembro, mediante Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público.

Ao H2FOZ, a prefeitura informou dois motivos para o atraso: os processos de desapropriações de áreas e o volume excessivo de chuva. “Nas obras complementares, devido à necessidade de conclusão de processos de desapropriação de alguns imóveis que passam a fazer parte da área pública”, apontou a assessoria da gestão municipal.

“Com relação à pista de rolamento, [o atraso das obras é] devido ao volume excessivo de chuva nos últimos 30 dias, que impossibilitou que as camadas finais de asfalto fossem aplicadas em toda extensão da pista”, complementou a nota da prefeitura.

A aplicação de camadas asfálticas é principal serviço que está sendo executado. Ainda são mantidas obras complementares de calçada, drenagem e sinalização.

As obras têm causado transtornos a motoristas e pedestres que usam a Avenida Felipe Wandscheer. Há buracos e desnível na pista, desvios do trânsito frequentes, problemas de sinalização e nas calçadas. Comerciantes também reclamam da queda no movimento.

Antecedentes 

As obras de duplicação da Avenida Felipe Wandscheer começaram em 2016. O trabalho foi paralisado depois que as investigações da Operação Pecúlio encontraram irregularidades em atos na gestão do ex-prefeito Reni Pereira (PSB). O projeto foi retomado depois de acordo firmado, em dezembro de 2017, entre a prefeitura e o Ministério Público do Paraná.

Com muitos postes ao longo do percurso, a poluição visual da avenida recebe reclamações da população, inclusive em redes sociais. Há outros problemas no projeto, como a falta de padrão entre as calçadas e trechos que dificultam o acesso à avenida ou a conexão com as vias próximas.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é repórter do H2FOZ.e-mail: [email protected]Veja mais mais conteúdo do autor.

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