Hospital Municipal faz primeira captação de órgãos do ano

Foram captados rins, baço, linfonodos e córneas; em exemplo de generosidade, família de homem de 50 anos autorizou procedimento.

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O Hospital Municipal Padre Germano Lauck realizou a primeira captação de órgãos deste ano. O procedimento se deu por meio do Hospital do Câncer de Cascavel, em parceria com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da instituição, na madrugada dessa quarta-feira, 7.

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Os profissionais realizaram entrevista com a família de um homem de 50 anos, a qual generosamente autorizou o procedimento. O doador teve traumatismo cranioencefálico grave, com morte encefálica confirmada por exames, conforme protocolos médicos.

A diretora-técnica do Hospital Municipal, Bárbara Castro, enfatizou a decisão da família. “A solidariedade demonstrada pela mãe do doador, ao reconhecer o desejo de seu filho, foi fundamental para proporcionar esperança e oportunidade a tantas outras pessoas que dependem de um transplante para sobreviver”, declarou.



Após a autorização, foi acionada a Central Estadual de Transplantes, instância responsável por realizar a procura do receptor compatível no Paraná. Caso não haja ninguém compatível na fila, a procura é estendida ao território nacional. Foram captados rins, baço, linfonodos e córneas.

O Hospital Municipal realizou 26 captações de órgãos em 2023. No ano anterior, a unidade hospitalar iguaçuense havia feito 17 procedimentos; e, em 2021, foram 12.

Vida que segue

Para ser doador de órgãos, não é preciso deixar nada por escrito, mas comunicar esse desejo à família. Somente familiares podem autorizar a doação. “Não há documentos em vida que permitam a captação de órgãos sem autorização dos familiares em caso de morte encefálica”, informou a Agência Municipal de Notícias.

São dois tipos de doadores:

doador vivo: qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. Ela pode doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. Parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, só com autorização judicial. Pessoas menores de 21 anos precisam de autorização dos responsáveis.

doador falecido: são os pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

(Com informações da Agência Municipal de Notícias)

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