O funcionamento da gestão pública, o papel dos impostos e a importância da participação cidadã passaram a fazer parte da rotina de estudantes da rede municipal de ensino em Foz do Iguaçu. Por meio do projeto Cidadão Mirim, o Observatório Social de Foz leva educação fiscal e noções de cidadania para dentro das salas de aula, utilizando linguagem acessível, atividades práticas e experiências interativas.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Receita Federal e o Instituto Polo Internacional Iguassu. O objetivo é estimular, desde os primeiros anos escolares, a compreensão sobre o uso dos recursos públicos, a transparência e o controle social, formando alunos mais conscientes sobre direitos, deveres e responsabilidade coletiva.
A primeira etapa do projeto, realizada como experiência-piloto, foi concluída na Escola Municipal Jardim Naipi, envolvendo estudantes do quarto e quinto ano do ensino fundamental. Os encontros ocorreram semanalmente, conduzidos por uma equipe formada por controladores sociais, professora pedagoga e coordenação especializada.

Durante as atividades, os alunos tiveram contato com temas como ética, cidadania, participação popular e funcionamento da administração pública. O conteúdo foi trabalhado de forma lúdica, com leitura, música, cinema, dança, oficinas e confecção de materiais educativos, incluindo a produção de notas fiscais simbólicas e uma feirinha organizada pelos próprios estudantes.
- Foz do Iguaçu é 845.ª no ranking de qualidade de vida; veja os gráficos
- Inclusão social e segurança derrubam índice de qualidade de vida em Foz
Segundo o presidente do Observatório Social em Foz do Iguaçu, Jaime Nascimento, a educação fiscal é uma ferramenta estratégica para fortalecer valores ligados à integridade e à responsabilidade social.
“Educação fiscal é um dos principais instrumentos de que dispomos para difundir a cultura da ética e da integridade”, afirmou. “E entendemos que as crianças são protagonistas de toda e qualquer mudança que pretendemos na sociedade”, completou.
A proposta também aposta no potencial multiplicador das crianças dentro das famílias e comunidades. A ideia é ampliar a compreensão de que os serviços públicos são financiados pela coletividade e, por isso, os recursos devem ser administrados com transparência e responsabilidade.
Fiscalizar: lição de cidadania
À frente das atividades estão a psicóloga e jornalista Isabela Collares, que possui experiência em projetos educativos voltados a crianças e adolescentes, e a professora Eliane Nobre, certificada como educadora fiscal. De acordo com Isabela, as ações buscaram aproximar os conteúdos da realidade dos estudantes da região trinacional.
“A proposta das atividades foi aproximar os conteúdos da realidade dos próprios alunos, que convivem com desafios muito específicos da região trinacional”, destacou. “Tudo foi pensado de forma lúdica e criativa, mas sem perder a seriedade que envolve o tema da educação fiscal.”
O apoio da Receita Federal ocorre por meio de recursos provenientes do bazar de mercadorias doadas pela instituição. Já o Instituto Polo Internacional Iguassu participa do custeio de parte da equipe responsável pela execução do projeto nas escolas municipais.
Acompanhe nas redes: @osbfozdoiguacu.
(Com informações a assessoria)


