Rodoviários iniciam paralisação do transporte coletivo em Foz do Iguaçu

Qualquer tentativa para fazer o serviço voltar a operar normalmente passa, obrigatoriamente, pelo pagamento integral dos salários atrasados. Foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Categoria cobra salários em atraso e reposição das perdas da inflação; sindicato afirma que será assegurada a legislação de greve.

Motoristas e cobradores de ônibus em Foz do Iguaçu paralisaram o serviço de transporte coletivo nesta terça-feira, às 9h. Os rodoviários cobram, do Consórcio Sorriso, o pagamento de salários atrasados e a reposição de perdas salariais causadas pela inflação, acumuladas desde 2020.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sitro-FI), deverá ser cumprido o que estabelece a legislação de greve, sendo mantida uma parte da frota rodando, em horários determinados. Essa operação será definida em conversas da categoria nesta manhã, no Terminal de Transporte Urbano (TTU).

“O indicativo é cumprir essa determinação, mas os trabalhadores estão meio exaltados, muitos querem uma paralisação mais ampla ”, disse ao H2FOZ o diretor do Sitro-FI, Rodrigo Andrade de Souza. Isso porque motoristas e cobradores exigem o pagamento imediato do salário de outubro, que está em atraso, e a abertura de negociações.

A categoria afirma, ainda, que está sem reposição salarial há um ano e meio, o que resulta em perdas de até 40% na remuneração. No mesmo período, sustentam os trabalhadores, também não recebem o valor referente ao auxílio-alimentação, o que compromete ainda mais os seus rendimentos.

Rodoviários definem, agora de manhã, os próximos passos da mobilização – Foto: Marcos Labanca

Os rodoviários dizem não querer greve, mas que são obrigados a recorrer à paralisação para defender seus direitos. A mobilização é mais um capítulo na longa crise do transporte público em Foz do Iguaçu. A prefeitura acusa o Consórcio Sorriso de não cumprir o contrato de concessão, porém não apresenta solução; as empresas alegam que foram afetadas economicamente pela queda no número de passageiros.

Entre abril e julho deste ano, os trabalhadores realizaram a mais longa greve da história da categoria em Foz do Iguaçu, que durou 78 dias, a qual chegou ao fim sob a mediação da Justiça do Trabalho. Desde então, a pauta trabalhista não avançou entre o sindicato e as empresas. Também não teve andamento o debate sobre melhorias no transporte coletivo para o usuário.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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