Animais perdidos: dicas para prevenir e agir

Coleiras com identificação e chip aumentam as chances de localizar animais perdidos. Foto: Chalabala/AdobeStock

Por AIDA FRANCO LIMA | OPINIÃO

Toda vez que abro minhas redes sociais tem alguém anunciando o caso de um animal perdido. E, invariavelmente, olho no perfil da pessoa e onde esperava ver a mesma postagem, ela não aparece. Portanto, vou dar algumas dicas, que eu mesma percebi durante o tempo, que podem ser úteis. E, caso mais alguém queira completar, pode me enviar mensagem no Facebook, por email ou nos comentários, que acrescento aqui. As dicas são basicamente para cães e gatos, mas valem para outros animais domesticados também, basta adaptá-las. Um cachorro assustado pode fugir em disparada por horas, até acomodar-se em uma região e ficar transitando naquela área. Isso significa que podem estar a mais de 15 km do ponto de origem. Já houve casos de aves, encontradas em outras cidades, acompanhando outros bandos ou furtadas, mesmo. Conheço a história de um gato que foi levado a um sítio distante 17 km, pela manhã e de noite estava de volta ao ponto de embarque.

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A história dessa garotinha de quatro anos que fez um desenho do seu cachorrinho para ajudar a localizá-lo viralizou e você poder ler aqui. Foto: Redes sociais

AÇÕES PREVENTIVAS

  • Coleira ou laço tem que ter identificação, nome do animal, fone dos tutores. Você pode inclusive adaptar chaveiros para colocar dados para contato. Animal não precisa de enfeite, o objeto que estiver nele tem quer ter uma utilidade.
  • Chipe o animal e ajude a promover essa cultura. Nos EUA animais chipados muitas vezes voltam pra casa depois de anos, justamente porque são identificados. Ali estarão todos os dados e se um canil, Ong ou veterinário o recolher, por exemplo, poderá saber sua origem, caso use o leitor de código;
  • Tenha ao menos uma foto atualizada do animal, salva em outro lugar além do celular;
Esse modelo de chaveiro não é caro, e pode conter os dados básicos para identificar o animalzinho (Foto: Divulgação)
  • Não deixe gatos com coleiras com guizos. Se não acharem o caminho de casa, o guizo vai espantar possíveis caças que saciariam sua fome; Coleira só tem sentido se tiver informação, animal não precisa de acessório para ficar fofo;
  • Castre os animais. Assim diminuem as fugas para ‘namoros’, ninhadas indesejáveis, doenças e as costumeiras brigas;

SE O ANIMAL ESTÁ PERDIDO

  • Não sei exatamente se funciona, mas vale a pena ter objetos (até mesmo a caixinha de areia) com o cheiro dos animais e dos próprios tutores em pontos estratégicos que possam facilitar a localização pelo olfato;
    -Se há mais de um animal na casa e um deles sumiu, o latido e cheiro dos demais pode ajudar a reencontrá-lo;
  • Gatos ariscos fogem e ficam escondidos, podem estar em cima de árvores ou no motor dos carros, em locais abandonados… Se os chamarem talvez tenha sucesso, ao reconhecerem o tutor; De noite pode haver mais chances de localizá-los, por conta da menor intensidade do barulho;
  • Se o animal fugir, escolha a melhor foto no Facebook ou outra rede social e marque o máximo de amigos, os mais aleatórios, na foto. Isso dará visibilidade, pois mais pessoas além de sua rede de contato irão ver a imagem;
  • Alguns animais, quando fogem durante a mudança para novas casas, podem voltar para as anteriores;
  • Anote a cidade (lembre-se que na internet as mensagens chegam a outros países), bairro em que o animal se perdeu, data, horário, o nome dele, características e um fone ou WhatsApp para facilitar a comunicação. Nem sempre a pessoa que procura um animal vai conseguir acompanhar todos os comentários. Não coloque seus dados pessoais e seu endereço. Lembre-se que há golpistas para tudo.
  • Peça para os amigos compartilharem ao máximo a sua postagem;
  • Compartilhe a mensagem nos bazares online da cidade; nos grupos que também procuram animais ou os colocam para adoção; peça ajuda para as ONGs divulgarem em suas páginas e nos grupos de mensagens;
  • Anuncie nos grupos do Zap, em rádios, carros de som, use as mídias locais e alternativas. Peça ajuda ou contrate serviços de moto-táxi e aplicativos, nada impede de oferecer uma recompensa. Isso é algo questionável, para evitar que pessoas roubem animais para exigir resgate, mas isso é opção de cada um. Nada proíbe;
  • Muita gente não tem consciência para doer e não adianta falar que tem criança chorando. Mas quando diz que o animal precisa de tratamento constante e ração especial, subentende-se que isso exige gastos, e costuma funcionar porque dói no bolso!
  • Não fique esperando o animal voltar sozinho, procure tão logo notou o desaparecimento; Não deixe animal dar uma voltinha porque se acostumou assim, um dia poderá ser a última.
    -Espalhe cartazes em pontos estratégicos como pontos de ônibus, clínicas, mercados, entre outros;
  • Você pode pedir ajuda a serviços de entregas, carteiros, agentes da Vigilância Sanitária, do serviço de água e esgoto, pois são trabalhadores que rodam toda a cidade e podem ajudar a localizar e, para tanto, não impede você propor uma retribuição. Como disse, há quem não recomenda, mas nada impede.
    Em determinadas cidades há serviços especializados de resgate de animais, que usam cães farejadores e drones.
    Se reecontrar o animal ou tiver outra notícia, atualize o post nas redes sociais ou onde divulgou. As pessoas querem um retorno e isso ajuda a direcionar esforços para outros casos.
    E por último:
    Não desista de procurá-los. Certamente, se são amados, querem voltar para casa!
Castrar felinos ou caninos também é uma das melhores alternativas para ajudar a evitar fugas. Foto: Aida Franco de Lima
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Aida Franco de Lima

Aida Franco de Lima é jornalista, professora e escritora. Dra. em Comunicação e Semiótica, especialista em Meio Ambiente. E-mail: [email protected] Veja mais conteúdo da autora.