A linha tênue entre secretariado e loteamento no governo Chico Brasileiro

Sede da Prefeitura de Foz do Iguaçu (Foto: Agência Municipal de Notícias )

Logo quando saem vitoriosos nas urnas, candidatos a prefeito, governador e presidente costumam anunciar aos quatro ventos que o futuro governo será composto por uma “equipe altamente técnica e capacitada”. É de praxe ao longo da história de Foz do Iguaçu, do Paraná e do Brasil.

O roteiro segue o mesmo, eleição após eleição, inclusive entre os mandatários de plantão reeleitos. Prometem um “time profissional a partir de agora”, esquecendo que já estavam no poder, logo o “time profissional a partir de agora”, na verdade, já deveria ser uma realidade.

Reeleito no último pleito, Chico Brasileiro repete o script, porém admitindo que a capacidade individual não é o único critério à mesa. Ele reconheceu neste começo de segundo mandato que também fará um governo de composição com o amplo leque de legendas que o apoiaram no passado. Tarefa árdua.

É fato que o mandatário tem uma série de compromissos partidários ao ser reconduzido ao cargo numa coligação de oito legendas: PSD, PSDB, PTB, MDB, PSC, PSB, Solidariedade e PL. Fora os acordos partidários não oficiais e a adesão pós-eleição de outras siglas (seja em bloco ou parciais de parte da agremiação).

É aceitável supor que os critérios político e técnico pesaram na hora de definir os nomes para as 16 secretarias, quatro autarquias, além da Procuradoria-Geral do Município. É do xadrez do poder político. A questão principal é avaliar qual critério pesou mais do que outro em cada pasta, além de identificar as nomeações inteiramente técnicas ou políticas.

Tão importante quanto os critérios para nomear o primeiro escalão é a régua estabelecida para atender aos pedidos da base aliada no loteamento de centenas de cargos comissionados (sem concurso público) no segundo escalão. Esse é um processo anda mais complexo e quase invisível aos olhos da população.

Sim, é cedo para avaliar o secretariado. A cidade respira os primeiros dias da gestão 2021-2024. Já o chefe do Executivo está em posição diferente. Chico Brasileiro bem que pode descartar os tradicionais cem dias de lua de mel e começar a responder de imediato aos antigos problemas que assolam a população iguaçuense.

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