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Diversidade e diálogo

Copa do Mundo e Foz como exemplos do encontro dos povos

Leia a opinião do H2FOZ sobre como Foz do Iguaçu e a Copa do Mundo revelam a força do encontro entre povos e culturas em uma das regiões mais diversas do planeta.

2 min de leitura
Copa do Mundo e Foz como exemplos do encontro dos povos
Esporte atua como barreira contra a violência, o racismo e a xenofobia. - Ilustração: Claudio Siqueira, com uso de IA.

É indagação recorrente: onde interagem as pessoas que formam as dezenas de nacionalidades e etnias que vivem em Foz do Iguaçu? Essa diversidade em cores, sotaques e culturas enriquece a vivência social na tríplice fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai e, em contato efetivo, engrandece a condição humana.

Apesar de realçada essa integração na propaganda oficial, as políticas públicas municipais, principalmente de cultura e turismo, não dão conta de constituir espaços para o pleno encontro. A pluralidade, por sua vez, é uma marca iguaçuense anterior às normas de governos, em que brasileiros eram minoria entre os 324 moradores da fundação da colônia militar, no século 19, como relatou José Maria de Brito em suas memórias.

As experiências promovidas pelas próprias comunidades são ambientes de integração e convivência. Exemplos não faltam e ganham impulso com a Copa do Mundo de Futebol, em que Foz do Iguaçu, mais uma vez, fala ao planeta e pode ensinar sobre diversidade, respeito, harmonia e convergência.

Na Vila Paraguaia, a participação da seleção guarani no torneio global foi celebrada com rua decorada e telão, com direito a torcida extra para a Albirroja. Em um bar na Região Norte da cidade, brasileiros e haitianos assistiram juntos ao jogo entre suas seleções nacionais, com churrasco gratuito para comemorar a união.

Um estudo do Instituto Yglota, que esmiuçou dados oficiais de 12 anos, entre 2010 e 2022, registrou que Foz do Iguaçu recebeu 95 nacionalidades e 29 etnias nesse período. Desses países, para ilustração, 36 estão representados na Copa do Mundo de 2026 — competição que reúne 48 nações ao todo.

Essa babel de povos e culturas compartilhando o espaço da cidade é patrimônio que requer atenção e tratamento adequados. É organismo vivo que abre as portas para o diálogo respeitoso entre as diferenças e que, quando ocorre efetivamente, mais do que constituir pontes, atua como barreira contra a violência, o racismo e a xenofobia.

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