Menos fila, mais turismo, trabalho e integração. Com essas palavras-chave, a petição online para destravar o fluxo de pessoas e veículos entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, Brasil e Argentina, define e representa o que esse obstáculo fronteiriço acarreta de prejuízos e tolhe de oportunidades na região trinacional.
Lançado por comerciantes argentinos, o abaixo-assinado digital passou as divisas e foi acolhido pela comunidade fronteiriça, já caminhando para cinco mil adesões verificadas, isto é, qualificadas. No lado brasileiro, o pedido pelo fim das longas filas na Ponte Tancredo Neves foi encampado pelo órgão municipal de turismo, pela sociedade civil e por empresários.
Pauta que une as Três Fronteiras, a adoção de medidas para dar agilidade à passagem entre Brasil e Argentina figura em um vasto repositório de discursos, projeções e promessas de autoridades do país portenho. O falatório vai de agentes locais ao poder central; no entanto, a solução permanece sem endereço ou origem.
A Argentina, nas férias de julho, período em que o movimento cresce, busca atenuar o problema recorrendo a um paliativo. As equipes de fiscalização foram reforçadas na aduana, com mais agentes no setor de conferência e liberação da passagem, nas cabines de acesso, na Gendarmería Nacional e na Direção Nacional de Migrações, noticiou o H2FOZ.
Não adiantou. O feriado prolongado de 9 de julho no país vizinho gerou filas extensas e demora para a travessia da ponte que une as duas cidades. “O movimento é composto, principalmente, por famílias argentinas a caminho de destinos de férias no Brasil”, explicou o portal de notícias.
Os efeitos são negativos para a economia local. Sofrem segmentos como turismo, comércio e logística. Nos termos que apresentam o manifesto pelo fim das filas, são anos de promessas de “modernização” ou de “controles integrados”.
Sem respostas, porém, a realidade é de congestionamentos ao longo de todo o ano, lentidão e danos à imagem do turismo da região trinacional, que é uma só. Ou, para expressar de outra forma: mais filas, menos turismo, trabalho e integração. A pergunta é: até quando?

