Argentina restringe câmbio no primeiro dia útil com Javier Milei

Previsto para hoje (11), pacote com medidas econômicas será anunciado apenas amanhã (12) pelo ministro Luis Caputo.

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O Banco Central da República Argentina (BCRA) implantou, em caráter excepcional, nesta segunda-feira (11), novas medidas restritivas às operações de câmbio no país, em meio à expectativa pelo anúncio das primeiras decisões econômicas do governo do presidente Javier Milei, que tomou posse no domingo (10).

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Originalmente, o pacotão econômico seria comunicado pela manhã, mas a entrevista coletiva do ministro da Economia, Luis Caputo, foi adiada para terça (12). O cenário é de especulação, motivo pelo qual o BCRA decidiu que as grandes operações de câmbio terão de ser analisadas uma a uma pelo banco, conforme a prioridade. As restrições serão mantidas, pelo menos, até a posse das novas autoridades bancárias.

O governo adiou, também, a decisão sobre a desvalorização da cotação oficial do peso, atualmente em P$ 364 por US$ 1. No mercado paralelo (o único ao qual muitos cidadãos têm acesso), o valor gira em torno de P$ 1 mil por US$ 1. A estimativa é de que a nova cotação oficial será de cerca de P$ 650 por US$ 1.



Na imprensa argentina, as citações mais comuns em relação às possíveis primeiras medidas econômicas de Milei passam pela liberação dos preços dos produtos tabelados, como os combustíveis; redução dos subsídios estatais; elevação do imposto de importação; e envio ao Congresso da lista de empresas públicas privatizáveis.

Nos 13 decretos firmados ainda no domingo, o novo presidente reduziu de 18 para nove o número de ministérios e derrubou o impedimento para que parentes diretos sejam nomeados em cargos de confiança. O objetivo foi abrir espaço legal para a sua irmã, Karina Milei, exercer o posto de secretária-geral do governo.

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