ONG da Argentina protocola ação contra atropelamento de animais na fronteira

Red Yaguareté pede à Justiça do país que defina de quem é a responsabilidade para aumentar a segurança nas rodovias em Puerto Iguazú.

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Conhecida pelas ações de preservação dos grandes felinos, a organização não governamental Red Yaguareté, da Argentina, protocolou ação na Justiça Federal do país, pedindo que o Poder Judiciário defina de quem é a responsabilidade para implantar mecanismos de segurança nas rodovias da região de Puerto Iguazú.

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Segundo a organização, que recorreu à Vara Federal de Eldorado em conjunto com a Fundação Ambientes y Recursos Naturales (FARN), há um vazio legal quanto a qual órgão do governo deve ser cobrado para a adoção de radares ou a construção de estruturas para a travessia de animais nas estradas que cruzam áreas protegidas.

“Calculamos que cerca de cinco mil animais morrem por ano atropelados nas rodovias do Norte de Misiones, e boa parte nesse trecho que vai do Parque Puerto Península até a cidade de Puerto Iguazú, pela Rodovia Nacional 12”, descreveu o diretor-executivo da Red Yaguareté, Nicolás Lodeiro Ocampo, citado pelo jornal El Territorio.

“Nosso pedido ao juiz é para que indique quem é o responsável de executar essas ações dentro do governo nacional, porque é uma rodovia nacional, e que seja instruída a aplicação”, esclareceu Lodeiro, mencionando que os órgãos de infraestrutura, como o Departamento Viário Nacional, já foram alvo de ofícios em inúmeras oportunidades.

Estudos feitos pela Red Yaguareté apontam que 97% dos veículos que trafegam pela Rodovia Nacional 12, entre Puerto Iguazú, o Parque Nacional Iguazú e o Parque Puerto Península (ao sul de Puerto Iguazú), excedem os limites de velocidade.

A principal proposta defendida pela organização é a colocação de pórticos de entrada e saída dos trechos que cruzam as reservas naturais, equipados com câmeras e sensores, de forma a identificar a placa, medir o tempo gasto pelo veículo para percorrer os quilômetros e calcular se a velocidade média ultrapassou os limites permitidos.

“Cansamos de protestar a cada animal morto e de ir a reuniões onde, sistematicamente, é falado dos mesmos problemas, sem solucioná-los. Por isso fomos à Justiça Federal, para que resolva aquilo que as autoridades não se decidem a resolver”, completou Lodeiro. A matéria do El Territorio (em espanhol), na íntegra, pode ser lida clicando aqui.

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