Presidente paraguaio reitera: fronteiras só abrem quando curva da pandemia baixar no Brasil

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Não adianta insistir nem fazer pressão. O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, é irredutível. Nesta quinta-feira, 23, ele voltou a dizer que não há data para reabrir as fronteiras e que isso vai depender quando os países vizinhos, especialmente o Brasil, aplainarem a curva de contágios.

Nas palavras dele, “as fronteiras continuarão fechadas até que se aplaine a curva de contágios principaLmente no Brasil. Nós temos a obrigação moral de cuidar de nosso povo”, afirmou, segundo o jornal Última Hora.

O presidente disse que se está trabalhando no sentido de passar mercadorias ao Brasil sob protocolos sanitários rigorosos, para dinamizar de alguma forma a economia das cidades de fronteria.

O ABC Color colocou outra fala do presidente paraguaio, na mesma linha: “Naos somos os que mais vontade temos de abrir a fronteira para reativar a economia, principalmente nas cidades de fronteira, onde estamos elaborando estratégias para a contenção social, por meio do Pyatyvõ (programa assistencial) na fronteira. Mas vocês vejam o que está acontecendo. Ciudad del Este é uma das cidades onde mais mais casos”, disse.

O presidente se disse otimista com o futuro do Paraguai. “Eu tenho muitas esperanças de que o Paraguai vai se recuperar, (mas) aobviamente o que nos preocupa são as cidades que estão nas fronteira”, afirmou.

As fronteiras do Paraguai estão fechadas desde 24 de março, por resolução presidencial, para evitar a expansão do novo coronavírus.

Casos lá e aqui

O Paraguai tem hoje cerca de 4 mil casos confirmados e 36 mortes pela doença. Há 1.573 pacientes com o vírus ativos, dos quais 533 no departamento de Alto Paraná, onde fica Ciudad del Este. No departamento, 11 pessoas morreram.

Se depender do Brasil, vai demorar pras fronteiras reabrirem. O País acumula 2.231.871 casos, dos quais 1.532.138 estão recuperados. Com as 1.281 mortes das últimas 24 horas, o total subiu para 82.890 óbitos provocados pela covid-19.

É ainda uma curva muito alta, que não dá ideia de quando poderá ser aplainada.

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