Jornal paraguaio critica Itaipu (margem de lá) por manter escritórios em três cidades

H2FOZ – Cláudio Dalla Benetta

Em matéria com o título “Unificam escritórios de Itaipu no Brasil”, o jornal ABC Color elogiou a decisão da diretoria geral brasileira, de centralizar todos os escritórios da usina em Foz do Iguaçu.

Depois de fechar o escritório de Curitiba, o diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, determinou o encerramento das atividades também do escritório em Brasília.

O único erro do jornal foi informar que a margem brasileira remanejou os 130 empregados do escritório de Curitiba para um novo edifício construído em Foz. Na verdade, eles foram distribuídos entre os escritórios do Centro Executivo e os existentes nas dependências da usina.

A confusão pode ser porque o lado brasileiro de Itaipu iniciou a construção de um prédio em Foz do Iguaçu para abrigar a Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social (Fibra), que atende os empregados. A Fibra também vai fechar o escritório de Curitiba e manter uma única sede em Foz.

“No Brasil unificam as dependências para economizar recursos, mas em nosso país mantêm os escritórios dispersos em três municípios. Além de Hernandarias, onde se encontra a usina, a binacional tem uma sede em Ciudad del Este e outra em Assunção”, criticou o ABC Color.

O jornal lembra que o artigo 5º do Tratado de Itaipu estabelece que a binacional terá sedes em Assunção e em Brasília. “No entanto, é absolutamente lógico que a binacional centralize suas atividades nas proximidades do complexo hidrelétrico – Hernandarias, em nosso país, e Foz do Iguaçu, no Brasil”, completa o jornal.

Sede suntuosa em Assunção

Uma reportagem de maio de 2018, do jornal Última Hora, mostrava que a Itaipu mudou naquele ano de sede em Assunção, no Paraguai.

Saiu de um prédio antigo, da Caja de Jubilaciones da estatal Ande, para outro moderníssimo, de 17 andares, construído pela Cajubi (a Fibra do lado paraguaio de Itaipu).

Entre outros recursos, o prédio tem sistema de climatização inteligente, eficiência energética, sensores de presença e seis elevadores. Custou US$ 22 milhões, que a Cajubi espera recuperar com os aluguéis.

Pelo aluguel do prédio antigo, a Itaipu do Paraguai pagava o equivalente a R$ 126 mil por mês; em 2018, acertou com a Cajubi o pagamento de R$ 260 mil mensais, mais do que a Itaipu brasileira pagava de aluguel pelo prédio da Fibra, em Curitiba – R$ 208 mil.

Além do aluguel, a Itaipu paraguaia continua custeando passagens e diárias para a locomoção entre Foz e Hernandarias. Para o diretor-geral paraguaio (pelo menos para o anterior), havia à disposição um jatinho para suas idas e vindas.

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