A chuva está chegando, às vésperas da estação mais seca do ano

O tempo foi enferrujando devagar e, agora, vai ficar com cara e jeito de chuva. Foto Patrícia Iunovich

Simepar, Inmet, Climatempo e Somar preveem chuva para esta sexta-feira, 18.

Para o AccuWeather e o CPTEC/Inpe, chove no sábado, 19.

Esses dois não estão sozinhos: os quatro da chuva de sexta também acreditam que continua a chover no sábado.

E isso garante uma tendência. Mais que isso, uma unanimidade.

Outra unanimidade é em relação às temperaturas: continuam baixas nos próximos dias.

Mas, claro, cada um tem um grauzinho a mais ou a menos, em suas previsões.

Pode fazer 9 graus nesta sexta, segundo o AccuWeather e o Climatempo.

Ou 10 graus, conforme o Simepar e Somar. Quem sabe 13 graus, como prevê o Inmet; ou 14, na previsão do CPTEC/Inpe.

Diferenças à parte, há o consenso de que a sexta-feira será ligeiramente mais quente que nesta quinta, quando fez 7 ou 8 graus.

INVERNO À VISTA

Quanto à chuva, há boas chances de que caia também na segunda-feira, dia 21. Dia em que saímos do outono pra cairmos no inverno.

O inverno começa exatamente aos 32 minutos dessa segunda-feira e termina às 16h21 de 22 de setembro, quando começa aquela que é a estação mais bonita e mais generosa do ano: a primavera.

Transição entre o inverno, que normalmente não agrada, e  o verão, que em Foz é exagerado.

SECA SE ESTENDE

E não será um bom inverno, este que chega. Embora o clima já esteja livre dos efeitos do fenômeno La Niña, que sempre faz sua bagunça, o prognóstico é sombrio: a estiagem continua.

Pela primeira vez na história, o Sistema Nacional de Meteorologia emitiu, em 31 de maio, um “alerta de emergência hídrica” para junho, julho e agosto, em toda a Bacia do Rio Paraná.

Que, obviamente, inclui o Estado do Paraná.

Mesmo com os chuviscos dos próximos dias, junho vai fechar como mais um mês que, à exceção de fevereiro, seguiu a norma da secura.

RIOS, COMO ESTÃO

Levantamento do IAT, atualizado nesta quinta, mostra situação de rios, riachos e ribeirões de todo o Estado. Foto Divulgação Sedert/IAT

O monitoramento hidrométrico feito pelo Instituto Água e Terra, atualizado todas as quintas-feiras (hoje, portanto), mostra que a situação dos rios paranaenses é crítica.

O Rio Iguaçu, por exemplo, está na cota 60 centímetros em Araucária, região de Curitiba, muito abaixo da cota média (137 cm).

Em União da Vitória, o Iguaçu está na cota 160 cm, quando a cota média é 277 cm. E no Hotel das Cataratas, já no Parque Nacional do Iguaçu, está em 51 cm, menos de um terço da normal (167 cm).

O Rio Paraná, todos já sabem, está pelo menos 8 metros abaixo do normal, na cota medida na Ponte da Amizade.

MAPAS DIZEM TUDO

Mas os mapas abaixo revelam tudo sobre os rios que cortam o Paraná e suas bacias.

Neste logo a seguir, os pontos vermelhos que cortam o mapa são as cotas dos rios abaixo das médias. O vermelho se espalha por todo o Estado.

Neste outro mapa abaixo, os rios com cotas acima da normal, marcados com verde. No alto do Paraná, o verde marca o Ribeirão do Diabo, da bacia do Paranapanema 4. O rio está na cota 96 e a média é 78.

O outro rio com verde é o Cachoeira, no Litoral, cuja cota média é 167 e está na 215. Duas honrosas exceções.

APAGÕES E CONTA MAIS ALTA

Sobre pouca chuva em junho, julho e julho já temos o alerta do Sistema Nacional de Meteorologia.

Vale lembrar que o sistema é coordenado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

O alerta foi emitido com participação de todos os órgãos federais ligados à meteorologia e também com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais.

É válido para toda a Bacia do Rio Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

A consequência, para o brasileiro em geral, será um quase inevitável aumento da conta da luz, pelo uso de alternativas energéticas.

E ainda corremos o risco de ter apagões, como ocorreu no início dos anos 2000.

E O FRIO?

A foto é só pra ilustrar, lógico. Quem de nós aguentaria essa temperatura? Foto Pixabay

Que será seco, sabemos. Mas será um inverno de muito frio?

De acordo com o prognóstico do Inmet, haverá maior frequência de frentes frias, o que contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas e acima da climatologia em grande parte da Região Sul.

As temperaturas médias mais elevadas estão previstas para o mês de setembro, principalmente no Paraná.

Temperaturas abaixo da média são previstas para o leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste do Rio Grande do Sul.

Traduzindo: não será um inverno rigoroso, especialmente pra quem mora aqui no Oeste do Paraná.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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