Vendaval em Foz danificou pelo menos 600 moradias; cidade foi a mais afetada com chuva de granizo

Bombeiros e d Defesa Civil realizam atendimento - Foto: Marcos Labanca

Cinco unidades de saúde precisaram suspender a vacinação contra a covid-19 a adolescentes; não houve doses perdidas, segundo a prefeitura, por causa da falta de luz. Assista ao vídeo.

O temporal com fortes rajadas de ventos que deixaram um rastro de destruição no Paraná nesse sábado, 23, danificou pelo menos 600 moradias em Foz do Iguaçu, segundo levantamento parcial divulgado pelo Governo do Estado. A cidade foi a mais atingida entre as 16 localidades que enfrentaram chuvas de granizo.

Assista ao vídeo:

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Até agora, oito pessoas ficaram desabrigadas e seis estão desalojadas, reportou a administração do estado. No bairro Cidade Nova, uma pessoa morreu ao ter contato com um cabo de alta tensão energizado no chão. Ainda não foi divulgado o número de postes derrubados pelo vendaval em Foz, mas na Avenida Tarquínio Santos foram 21 derrocados em sequência.

Regiões inteiras da cidade ficaram sem água e energia elétrica desde o início da tarde de sábado, serviços que até o momento não foram inteiramente restabelecidos. Nesse domingo, a prioridade dos técnicos era reparar a subestação da Sanepar e a Avenida Araucária com a Andradina, que abastece o Norte do município.

Tempo escureceu por volta das 13h, anunciando o temporal – Foto: Marcos Labanca

A Copel mobilizou profissionais de outras cidades para o trabalho de reparo na rede iguaçuense. O H2FOZ apurou que ocorreram furtos de cabos elétricos que não são encontrados em Foz do Iguaçu, os quais precisam ser enviados de Cascavel ou Curitiba, o que eleva o tempo para o restabelecimento da luz.

Foi o segundo temporal em Foz do Iguaçu e cidades paranaenses em dez dias. Segundo a Copel, o impacto desse evento climático foi 20% maior que o do último, na madrugada do dia 14, até então considerado o mais grave já enfrentado pela companhia no interior, que já havia causado muitos danos.

Mais de 20 postes caídos em sequência na rua que leva à Unioeste – Foto: Marcos Labanca

Árvores foram arrancadas por toda a cidade, e outdoors fixados em vias públicas não suportaram as rajadas de ventos. Houve alagamentos de vias, como na Vila Portes e na Avenida JK, o que forçou motoristas a utilizarem a calçada com seus veículos. Escolas estaduais e municipais, assim como centros de educação infantil (CMEIs) em várias regiões, cancelaram as aulas nesta manhã.

Entre os CMEIs, a apuração do H2FOZ indica que o João de Aquino, na região Três Bandeiras/Pilarzinho, foi o mais afetado. No São Francisco, em frente à Praça 7 de Setembro, no Morumbi, as crianças serão atendidas à tade; outras unidades ainda enfrentam a falta de água.

O campus da Unioeste/Foz foi fortemente atingido pelo temporal, e telhados de todos os blocos acabaram afetados, danificando janelas e portas de vidro, equipamentos, documentos, entre outros materiais. A instituição dispensou o expediente nesta segunda-feira. Uma árvore derrubou parte do muro do Colégio Dom Pedro II, no Morumbi.

Trabalhadores são fundamentais para o restabelecimetno dos serviços de luz e água – Foto: Marcos Labanca

Efeito sobre a vacinação em Foz

A prefeitura informou que as equipes de saúde estão entrando em contato com os adolescentes de 12 a 17 anos para reagendar a primeira dose da vacina contra a covid-19 a quem não conseguiu fazer a aplicação por causa do temporal de sábado. Cinco unidades de saúde tiveram de suspender a vacinação devido à falta de água ou luz.

Os jovens que agendaram a imunização nas unidades da Vila C Velha, Vila C Nova, Porto Belo, Cidade Nova e São João serão contatados pelos servidores da saúde. Se alguém que não pôde vacinar-se não receber a ligação, a orientação é que entre em contato com a unidade de saúde onde foi feito o agendamento e solicite a remarcação.

Conforme a gestão do município, mesmo com a falta de energia em algumas unidades de saúde, não foram perdidas doses. “Todas as vacinas contra a covid-19 e também as outras que integram o calendário vacinal não foram perdidas devido ao sistema de conservação inteligente”, informou a Agência Municipal de Notícias. Esse sistema controla a temperatura e garante a conservação das vacinas em até 48 horas, quando falta energia elétrica.

Ofícios do jornalismo: Marcos Labanca, fotojornalista do H2FOZ, foi a campo ainda no sábado à tarde para registrar o rastro de destruição deixado pelo evento climático.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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