Margens ganham outro contraste com baixa do Rio do Paraná - Foto: Marcos Labanca

Estiagem no Rio Paraná continua e preocupa exportadores do Paraguai

A falta de chuvas nas cabeceiras não dá trégua, e o volume do Rio Paraná na região fronteiriça continua em baixa. A escassez de água no trecho abaixo da usina de Itaipu preocupa os exportadores paraguaios que utilizam a hidrovia para escoar parte da produção. Na maior parte dos trechos, a passagem das barcas está inviabilizada. (Imagem: Marcos Labanca, em 27 de junho)

Neste sábado (10), a régua da Direção de Meteorologia e Hidrologia (DMH), do Paraguai, instalada nas proximidades da Ponte da Amizade, estava em 2,96 metros (cerca de 92 metros sobre o nível do mar). Tal medição significa que o Paranazão está pelo menos 13 metros abaixo do nível considerado normal na fronteira.

Na terça-feira, por sua vez, a régua apontou 2,71 metros, registro que é, segundo fontes como o jornal ABC Color, o mais baixo das últimas duas décadas. O período com maior vazão recente foi na última semana de maio, quando Itaipu fez uma operação especial de liberação de água para possibilitar a retomada da hidrovia.

A perspectiva é que a estiagem se prolongue até o mês de setembro, quando um volume maior de chuvas está previsto para a bacia do Rio Paraná. No Brasil, o período seco afeta, principalmente, a produção de eletricidade, o que tem levado à aplicação de sobretaxa (bandeira vermelha) nas contas de energia.

Guilherme Wojciechowski - H2FOZ

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