Exportações sob o regime de maquila crescem 21% no Paraguai

Setor emprega cerca de 20 mil trabalhadores no país, em especial, na região de Ciudad del Este. Imagem: Câmara das Empresas Maquiladoras do Paraguai

Principal destino é o Brasil, que absorve 65% da produção de itens como autopeças, plásticos, confecções e têxteis.

Nos cinco primeiros meses de 2022, as indústrias que operam no Paraguai sob o regime de maquila (montagem e acabamento de itens feitos com materiais importados) exportaram o equivalente a US$ 419 milhões (R$ 2,1 bilhões). Tal valor representa um crescimento bruto de 21% na comparação com o mesmo período de 2021.

Conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC) do Paraguai, somente em maio, foram US$ 95 milhões (R$ 465 milhões), alta de 27% em relação ao quinto mês de 2021. Das 247 indústrias cadastradas como maquiladoras no país vizinho, 118 estão em Ciudad del Este e municípios vizinhos. O total de empregos gira em torno de 20 mil.

Entre os itens mais produzidos, destaque para as autopeças (25%), seguidas por produtos alimentícios (23%), confecções e têxteis (16%), alumínio e suas manufaturas (11%) e plásticos e suas manufaturas (9%).

O principal destino é o Brasil, que compra 65% do total exportado. Na sequência, aparecem Argentina (12%), Cingapura (7%), Estados Unidos (5%) e Uruguai (4%), com os demais 7% pulverizados entre outros países. A projeção para o restante do ano é de continuidade no crescimento, tendo em vista a demanda reprimida em diversos mercados.

Carne bovina

Já o Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Animal (Senacsa) divulgou o balanço das exportações de carne bovina pelos frigoríficos instalados no Paraguai. De janeiro a maio, foram 127,4 mil toneladas do produto, gerando US$ 683,4 milhões (R$ 3,3 bilhões) em receitas. O valor é considerado histórico para o setor pecuarista paraguaio.

O Chile foi o país que mais comprou carne do Paraguai, 56,9 mil toneladas, seguido pelo Brasil (16,8 mil), Rússia (16 mil), Taiwan (15 mil), Israel (8,5 mil) e Uruguai (2,7 mil). As vendas para a Rússia poderiam ter sido ainda maiores, não fossem os embargos internacionais impostos a Moscou em razão da invasão do território da Ucrânia.

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Guilherme Wojciechowski - H2FOZ

Guilherme Wojciechowski é repórter colaborador do H2FOZ. E-mail: [email protected] - Veja mais mais conteúdo do autor.

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