Governo do Paraguai diz que expulsará mais membros do PCC

Nessa quinta-feira (4), 25 indivíduos de nacionalidade brasileira foram removidos das prisões do país e entregues à Polícia Federal (PF).

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Autoridades do Ministério da Justiça, Polícia Nacional e Direção Nacional de Migrações do Paraguai concederam, nessa quinta-feira (4), entrevista coletiva na capital paraguaia, Assunção, para falar sobre a operação que resultou na expulsão de 25 indivíduos de nacionalidade brasileira, considerados de alta periculosidade.

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O trabalho começou nas primeiras horas de quinta, com os estrangeiros sendo retirados de locais como as penitenciárias de Ciudad del Este e Pedro Juan Caballero, para isolamento e posterior entrega à Polícia Federal (PF) do Brasil em pontos como a cabeceira da Ponte Internacional da Amizade.

Segundo o vice-ministro de Política Criminal do Ministério da Justiça do Paraguai, Rodrigo Nicora Villamayor, o trabalho foi feito em coordenação com as autoridades brasileiras e teve toda uma investigação prévia, que apontou vínculos entre os presos e grupos como a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Quero deixar bem claro que essa não será a última operação. Vamos continuar trabalhando para que possamos fortalecer a segurança que temos hoje em dia”, afirmou.

Já Jorge Kronawetter, titular da Direção Nacional de Migrações, reforçou que o procedimento de expulsão e posterior proibição de ingresso por 20 anos no país está respaldado pela legislação. “O Artigo 67, inciso V, da Lei de Migrações, nos dá o amparo para agir dessa forma”, detalhou.

As operações Purgatio e Joapy envolveram a participação de mais de 800 agentes da Polícia Nacional do Paraguai, além de integrantes das forças militares.

Na fronteira entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, foi necessário interromper o trânsito na Ponte da Amizade, por cerca de 25 minutos, para que o transporte dos presos ao Brasil fosse efetuado com segurança.

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