Voto é poder: a decisão está nas mãos do eleitor

Quem se abstém tem reduzida a legitimidade de cobrar e transfere para as outras pessoas o seu papel de decidir

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Voto, mais do que obrigação, é direito. Nas urnas, o cidadão demonstra o que pensa, o que quer e o que espera das decisões governamentais. O voto é o instrumento político de participação que aponta para as modificações na sociedade, é a possibilidade de melhoria da vida na coletividade.

O voto é poder e uma conquista histórica que foi retomada depois de duas longas décadas de silenciamento da democracia. Participar das eleições no segundo turno, neste domingo, é levar às urnas a vontade popular e assinalar a pactuação cidadã por meio da qual cada brasileiro e brasileira explicita a expectativa, o que projeta para os próximos quatro anos.

Quem se abstém tem reduzida a legitimidade de cobrar e transfere para as outras pessoas o seu papel de decidir. É como um cheque em branco instituído pela ausência, de renúncia a reivindicações sobre temas essenciais: saúde, educação, emprego, segurança pública, soberania nacional, enfim, o presente e o futuro.

Votar, porém, não é ação mecânica, mas decisão que tem consequências e que deve ser exercida consciente, autônoma e soberanamente. A eleição presidencial não trata de simples assimilação de promessas, e sim de avaliação do conjunto da obra sobre o patamar civilizatório calcado na pluralidade, na diversidade e no princípio do respeito ao contraditório.

O voto é passo fundamental para o cidadão vincular-se ao que a Constituição federal chama de Estado Democrático de Direito. Roga esse talante que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Quer dizer, o escrutínio é o ponto precursor dos demais direitos e obrigações, que são – ou devem ser – do dia a dia.

Já foi dito que a capacidade do homem para a justiça é o que faz a democracia possível, contudo é o seu o desequilíbrio para injustiça que a torna necessária. Comparecer às urnas, no contexto em que está em jogo o projeto de país, portanto, não é meramente uma quitação com a cidadania. Trata-se, isso sim, de uma necessidade.

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1 comentário
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