Argentina: venda de combustíveis diminui nos postos da fronteira

Segundo a Câmara de Postos de Combustíveis e Afins do Nordeste da Argentina, queda em janeiro está próxima de 50%.

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No primeiro mês de 2024, os postos de combustíveis localizados na província argentina de Misiones, que faz fronteira com o Brasil e o Paraguai, registraram queda de até 50% nas vendas de gasolina e diesel, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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É o que aponta a Câmara de Postos de Combustíveis e Afins do Nordeste da Argentina (Cesane, na sigla em espanhol), cujo presidente, Faruk Jalaf, concedeu entrevista ao jornal El Territorio.

Segundo Jalaf, em toda a Argentina, a queda média nas vendas de combustíveis é de 30%, provocada por fatores como a alta acumulada de 97% nos preços desde o final de novembro e a perda de poder de compra por parte da população.



Especificamente em Misiones, outros dois pontos estão tendo influência: a diminuição do turismo rodoviário e a debandada dos consumidores brasileiros e paraguaios, que deixaram de abastecer nos postos das cidades de fronteira.

“Em Misiones, janeiro fechará com volume entre 40% e 45% menor de vendas, podendo chegar a 50%”, estimou o dirigente. “A situação para nós é complicada, pois o faturamento em dinheiro é praticamente o mesmo, mas o volume de combustível é menor e a margem de lucro por litro é a mesma.”

Na capital da província, Posadas, que é vizinha à paraguaia Encarnación, a queda não é tão sentida devido à demanda da própria cidade e dos municípios metropolitanos.

Em outras localidades como Puerto Iguazú (limítrofe com Foz do Iguaçu e Presidente Franco) e Bernardo de Irigoyen (fronteira seca com Barracão e Dionísio Cerqueira), contudo, o impacto é maior e pode ser visto na ausência de filas na maioria dos postos.

Para o mês de fevereiro, é aguardado um novo aumento nos combustíveis na Argentina, estimado pelo mercado em cerca de 20%. O objetivo é alcançar a paridade com os preços praticados internacionalmente.

Para ler a matéria do El Territorio (em espanhol), na íntegra, clique aqui.

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