Chefe anticorrupção dos EUA cumpre agenda no Paraguai

Richard Nephew se reuniu com autoridades em Assunção para debater a cooperação entre os dois países.

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O coordenador do setor de Combate Global à Corrupção no Departamento de Estado dos Estados Unidos, Richard Nephew, concedeu entrevista coletiva na capital do Paraguai, Assunção, na manhã desta sexta-feira (28), após reuniões com autoridades locais para debater a cooperação entre os dois países.

Recentemente, o governo estadunidense proibiu a entrada e anunciou o bloqueio de bens de importantes figuras da política paraguaia, como o ex-presidente Horacio Cartes e o vice-presidente Hugo Velázquez, que renunciou à pré-candidatura à presidência pelo Partido Colorado. Ambos são considerados “significativamente corruptos” pelos EUA.

Nephew chegou ao Paraguai acompanhado pela oficial para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Sama Habib, e pela assessora de Políticas Anticorrupção do Departamento de Estado, Danielle Angel. A agenda incluiu reuniões com autoridades como o ministro Julio César Arriola, titular da pasta de Relações Exteriores.

Na entrevista coletiva, Nephew citou que combater a corrupção, onde quer que ela ocorra, “é um interesse fundamental de segurança nacional para os Estados Unidos”, mencionando o trabalho conjunto com o Paraguai como prioridade no relacionamento entre os países.

“O fortalecimento das instituições contra a influência da corrupção e a impunidade é essencial para o desenvolvimento de uma economia saudável, que se alimenta com as necessidades das pessoas e atrai investimento estrangeiro. O Paraguai é um aliado, um amigo, um parceiro dos Estados Unidos”, afirmou.

“Estou honrado de poder trazer meu apoio aos esforços do Paraguai para combater a corrupção e a impunidade. No mês passado estive na Europa, agora estou aqui e nos meses seguintes vou estar na África, na Ásia e onde for necessário para lidar com esse desafio”, detalhou o coordenador.

Questionado pela imprensa de Assunção sobre casos específicos, como o do ex-presidente Horacio Cartes, Nephew se limitou a dizer que a norma padrão de seu país é não comentar casos em andamento, destacando a importância de promover investigações justas e fortalecer a governança local.

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