Megaoperação destrói em Foz 105 toneladas de cigarros do Paraguai

Cargas foram transportadas de Guaíra (PR) e Novo Mundo (MS) - Foto: Divulgação/FNCP

Carga transportada em 7 carretas está avaliada em R$ 18,75 milhões. Ação é coordenada pela Receita Federal, com o apoio do Fórum Nacional Contra a Pirataria.

H2FOZ – Paulo Bogler 

Quatro carretas com 81,2 toneladas de cigarros vindas de Mundo Novo (MS) e três de Guaíra (PR), carregadas com 23,8 toneladas do produto ilícito, fazem parte da megaoperação de destruição de cigarros nesta quinta-feira, 3, na fronteira. A ação é realizada na Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu.

A força-tarefa é coordenada pela RF, com o apoio do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). As 105 toneladas de cigarros, em sua maioria contrabandeada do Paraguai e apreendida nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, totalizam 75 milhões de unidades e aproximadamente R$ 18,75 milhões.

“A Receita Federal tem trabalhado no estabelecimento de parcerias para que as mercadorias que devam sofrer um processo de destruição, como o caso dos cigarros ilícitos, tenham uma destinação ambientalmente correta e com mínimo impacto financeiro aos cofres públicos”, afirma Hipólito Caplan, auditor fiscal e delegado adjunto da alfândega em Foz do Iguaçu.

“Com essas ações, acabamos com a possibilidade destes cigarros retornarem para o mercado ilegal e continuarem financiando o crime organizado e o tráfico de armas e drogas, que diariamente faz vítimas e destrói a sociedade”, ressalta Edson Vismona, presidente do FNCP.

Perda bilionária ao crime

Segundo dados da Receita Federal, entre 2019 e 2020, o prejuízo para o crime organizado com as apreensões de cigarros ilegais ultrapassou R$ 2 bilhões de reais. Esse dinheiro, em geral, é usado compra de armas e no tráfico de drogas. Nesse período foram destruídas mais de 12 mil toneladas do produto, mais de 400 milhões de maços.

Contrabando prejudica a economia e contribui para o crime organizado – Foto: Divulgação/FNCP

Entre janeiro e outubro deste ano, do valor total de mercadorias apreendidas, estimado em R$ 2,6 bilhões, mais de R$ 1 bilhão é em cigarros, o representa 38,42% do valor total. “O cigarro do crime é justamente o produto mais apreendido no país. O segundo item, os eletroeletrônicos, respondem por 9,48% do valor das apreensões”, informa o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade.

Segunda megaoperação na fronteira 

Essa é a segunda grande operação neste ano para a destruição de cigarros em Foz do Iguaçu. Em julho, cerca de 130 milhões do produto foram inutilizados, com o uso de maquinário específico da Receita Federal. É aquinta em 2020 no país, com o apoio da do FNCP. Segundo os coordenadores, não há prejuízos ao meio ambiente.

A ação de combate ao contrabando de cigarros que entram ilegalmente no país por meio das fronteiras com o Paraguai visa a liberar espaço físico nos depósitos da RF. A iniciativa conta com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Força Nacional, responsáveis pela escolta durante toda a operação.

(Com informações da Receita Federal e do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade)

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