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Por: Itaipu Binacional

Fofuras no Refúgio de Itaipu: paquinha que nasceu ali e lontrinha adotada

Fofuras no Refúgio de Itaipu: paquinha que nasceu ali e lontrinha adotada
Com esta idade, o bebê-paca é totalmente indefeso, vítima fácil para predadores como o homem. (Foto: Zalmir Cubas)

A lontrinha resgatada no litoral que chegou ao Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, no final de junho, não é a única fofura conquistando a equipe do local. No dia 20 de maio, nasceu no RBV uma paca macho (Cuniculus paca), filhote de um casal de moradores do Refúgio.

A lontrinha, que é um filhote de lontra-neotropical (Lontra longicaudis), tem apenas dois meses de vida e foi recebida pelo Refúgio na semana passada. Ela foi encontrada em Guaratuba, no litoral do Paraná.

A lontrinha está se adaptando ao novo lar. Foto Rubens Fraulini

Já a paquinha ainda não tem nome. Os pais escolheram como abrigo uma toca feita de manilha forrada com palha – e a mãe está sempre de olho na cria.

Mamãe-paca é coruja, está sempre de olho no filhote. Foto Zalmir Cubas

Segundo o médico veterinário Zalmir Cubas, “esse nascimento é importante, pois demonstra que os animais estão bem adaptados e com um bom potencial reprodutivo”. Atualmente, são oito exemplares de paca no Refúgio, seis machos e duas fêmeas. O primeiro nascimento foi de uma fêmea, em setembro de 2018.

A criação de pacas no Refúgio teve início em 2016, com a transferência de alguns animais de um criadouro em Curitiba.

Atualmente, a espécie está listada no plano de coleção da Itaipu, ou seja, é uma espécie prioritária para a reprodução e conservação. Os filhotes gerados poderão ser utilizados em programas de repovoamento em áreas protegidas do reservatório ou em unidades de conservação.

Considerada o segundo maior roedor do Brasil, perdendo apenas para a capivara, a paca é uma espécie comum em todo o território nacional.

A manilha, forrada pra ficar quentinha, foi o local escolhido pelos pais para abrigo da paquinha. Foto Zalmir Cubas

São animais robustos, medindo de 62 a 70 cm de comprimento e pesando de 6 a 13 kg. Apresenta listas longitudinais no corpo e cauda. Os dentes crescem continuamente, por isso o animal precisa roer para desgastá-los. São animais de hábito noturno e que cavam tocas para se protegerem de predadores naturais.

A IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) classificam a paca como estando em condição menos preocupante de conservação.

Porém, no Estado do Paraná, o bicho está em situação de vulnerabilidade, com suas populações em declínio, principalmente em razão da caça ilegal e da perda de habitat.

A gestação da paca é de aproximadamente 115 dias e os filhotes são precoces, ou seja, nascem com pelagem parecida com a de adulto e com os olhos abertos.

Como são mais lentos nas primeiras semanas de vida e podem ser facilmente predados, têm por hábito ficar na toca esperando pelo retorno da mãe para amamentá-los.

Pacas comem sementes, frutos, talos e folhas. No Refúgio Biológico recebem uma dieta composta de verduras, tubérculos, frutas e ração para roedores.

O Zoológico Roberto Ribas Lange da Itaipu Binacional conserva uma população de 370 animais silvestres de 65 espécies de Mata Atlântica.

O trabalho desenvolvido integra o programa 239 “Gestão Ambiental”, ação 4180, “Conservação da Biodiversidade – Fauna” da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu (MARP.CD), que tem por objetivo contribuir para a conservação da biodiversidade faunística na Bacia do Rio Paraná e garantir os serviços ecossistêmicos na área de abrangência do reservatório.

 

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