Preço da carne dispara nos açougues e mercados de Puerto Iguazú

Nacionalmente, governo argentino busca acordo com frigoríficos e grandes varejistas para evitar disparada ainda maior.

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Com o fim do tabelamento de preços e a desvalorização da cotação oficial do peso, determinados pelo governo do presidente Javier Milei, que tomou posse no último dia 10, a Argentina vive dias de intensa remarcação nas gôndolas. Em Puerto Iguazú, produtos essenciais na dieta dos argentinos, como a carne bovina, tiveram acréscimo de até 60%.

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Levantamento feito pelo portal La Voz de Cataratas (clique aqui para ver a publicação em espanhol) indica que o quilo da tapa de asado (corte muito usado nos churrascos) subiu de P$ 5.000 para P$ 8.000 em menos de uma semana. Com a cotação de P$ 180 por R$ 1, o novo preço seria o equivalente a R$ 44,45.

O La Voz de Cataratas cita também que a aguja (acém) passou de menos de P$ 2.000 para média de P$ 3.000, o peceto (lagarto) chegou a P$ 9.000 e a carne moída é vendida entre P$ 6.000 e P$ 7.300 o quilo. O valor em reais dependerá da cotação obtida pelo consumidor (divida o preço pelo câmbio, exemplo: P$ 6.000 ÷ 180 = R$ 33,33).

Nos últimos dias, os principais produtos da cesta básica argentina têm sofrido aumentos superiores a 30% nos supermercados de Puerto Iguazú e demais cidades da província de Misiones. Os combustíveis, por sua vez, tiveram acréscimo de até 37% nas bombas do lado argentino da fronteira (clique aqui para conferir a última atualização).

“A flutuação constante levou muitos supermercados a não exibir os preços nas gôndolas, pois os comerciantes estão impossibilitados de fixar tarifas estáveis, devido aos aumentos diários. Essa situação gera preocupação entre a população, com impacto direto no orçamento familiar e no poder aquisitivo”, escreve o portal da jornalista Kelly Ferreira.

Em paralelo, a Secretaria de Bioeconomia do governo federal argentino informou, na quinta-feira (14), que está buscando um acordo com frigoríficos e grandes varejistas para limitar o aumento nos preços dos cortes de carne mais populares para as festas de fim de ano. O alcance seria limitado, contudo, aos estabelecimentos participantes.

Dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) indicam que o custo da Cesta Básica Total (CBT) subiu 13,1% em novembro na Argentina, enquanto somente a Cesta Básica Alimentar (CBA) ficou 15,2% mais cara. Tais índices ainda não contabilizam os aumentos ocorridos no atual governo, iniciado em 10 de dezembro.

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