As mudanças em Foz do Iguaçu

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Não resta dúvida de que algumas obras que estão sendo realizadas em Foz do Iguaçu com o envolvimento direto da Itaipu são muito importantes, necessárias, mas não significam que só existam agora.

A segunda pista do aeroporto já era pensada, projetada e agora, finalmente, está em execução; e, decorrente desse fato, a duplicação da estrada de acesso ao aeroporto e ao Parque Nacional, obra projetada, tendo, no passado, uma licitação contestada pelo Ministério Público e que, por conta disso, foi paralisada, agora terá a sua efetivação.

A segunda ponte para o Paraguai e a Perimetral Leste são obras planejadas anteriormente e que só agora, felizmente, estão sendo executadas.

O mesmo se pode afirmar do mercado municipal, na antiga Cobal da Vila A, que está completamente paralisada, mas que se pretende a sua reativação.

Ora, tudo isso tem de ser visto dentro do contexto atual em que estamos vivendo. O presidente da República trabalha para conseguir permanecer no poder e, por conta disso, passou a viajar semanalmente para várias e diferentes regiões do país, inaugurando obras ou assinando documentação para execução de novas obras. Com isso busca granjear apoios para manter-se no poder pensando nas próximas eleições presidenciais.

De outra forma, em 2023, vencem os tratados da Itaipu e, por conta disso, cessa a dívida da construção da hidrelétrica, podendo o Paraguai vender a sua energia excedente a quem achar conveniente a preços de mercado internacional. Isso está posto no tratado, o que reforça a importância do debate sobre os royalties pagos pela Itaipu (compensação pelo alagamento de áreas municipais que serve para o desenvolvimento socioeconômico de toda a região do Lago de Itaipu).

Com certeza Foz do Iguaçu entrará numa nova fase de crescimento, dada a sua inserção no mercado global de turismo, mas esperamos que isso possa reverter para toda a população.

Há muito que ser feito na cidade em termos sociais, com vistas à geração de bons empregos, ampliação de negócios, questões pertinentes à saúde, segurança, transporte coletivo, enfim, uma série de necessidades que deverão ser amplamente discutidas, debatidas na campanha municipal, apresentando-se soluções interessantes, viáveis e que sejam compatíveis com a disponibilidade de recursos.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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Alexandre Palmar

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