Ocupação Bubas

É a maior ocupação do estado do Paraná. Foto: Marcos Labanca

Prof. José Afonso de OliveiraOPINIÃO

Parece que agora a situação das famílias na Ocupação Bubas vai ter uma solução definitiva. Os moradores da área já esperam por essa decisão faz, aproximadamente, nove anos e não podem permanecer na condição precária em que se encontram.

Não é uma ocupação como as demais, mas sim a maior ocupação do estado do Paraná e que precisa ser resolvida, de sorte que melhoramentos sociais possam ser realizados.

Sem uma definição que possibilite a efetivação definitiva dessas famílias, tudo é muito precário e bastante perigoso, pois sem uma habitação adequada e demais implementos sociais urbanos existe sempre risco enorme de precarização do trabalho, da educação e da saúde, o que acarreta grandes problemas para os seus habitantes, indistintamente.

Uma vez realizada essa etapa de regularização da propriedade, poderemos pensar na construção de moradias com financiamento disponível em bancos oficiais, de modo que as pessoas possam pagar as suas prestações por um tempo relativamente longo.

O arruamento, o asfaltamento e a colocação de iluminação pública garantirão a segurança maior de todos os seus moradores, tanto quanto o fornecimento de serviços de água, esgoto e iluminação residencial, possibilitando inclusive o acesso às tecnologias modernas da internet.

A construção de uma escola e de um local de atendimento de saúde, visando a assistir crianças, adolescentes e adultos, é uma forma de alcance a melhorias de qualificação de mão de obra para o acesso a empregos com maior estabilidade e rendimentos maiores também.

Um local de recreação comunitária com colocação de equipamentos para prática de esportes e condicionamento físico é também de fundamental importância, até mesmo para ocupação de tempos ociosos, evitando-se assim maiores problemas, muitas vezes oriundos da ociosidade.

Toda essa população que está na cidade de Foz do Iguaçu será inserida de uma forma mais definitiva, até porque se trata de cidadãos pagadores de impostos e eleitores de autoridades na sociedade – e que, também por essas condições, são merecedores de toda a atenção da sociedade, por meio do poder público.

Todos os caminhos estão sendo percorridos para que essa situação que ora é muito precária possa ser melhorada e definitiva.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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