O futuro do turismo

Prof. José Afonso de Oliveira | OPINIÃO

Fica suficientemente claro que o setor de turismo foi duramente prejudicado por conta da pandemia que estamos vivendo. Praticamente todo o segmento passou boa parte do ano fechado, sem qualquer alternativa de recuperação. Isso, evidentemente, é observado, em maior ou menor escala, mas todos os atrativos turísticos globais foram paralisados.

Importante também perceber que nada vai ser como antes da pandemia, ou seja, não conseguiremos, ao menos de imediato, manter o ritmo que tínhamos de turistas em nossa cidade. O turismo dito de massa, com uma grande quantidade de pessoas, já está sofrendo uma significativa redução.

Tudo isso deve motivar os agentes de turismo na cidade a buscar alternativas que sejam capazes de dinamizar todo o setor com novas iniciativas. Quer dizer, é preciso agora investir fortemente em criatividade no segmento e, ao mesmo tempo, viabilizar uma melhor qualificação de todos os agentes que estão no mercado de turismo local.

Teremos de projetar o turismo dentro do contexto do Mercosul e, talvez mais ainda, na sociedade latino-americana com sua grande e boa riqueza, admirada mundo afora. 

Tendo isso em mente, podemos pensar na realização de congressos, encontros, shows musicais, eventos cinematográficos, enfim, uma série de iniciativas que possam atrair um público mais selecionado e outros eventos para públicos mais amplos.

Mas a grande questão diz respeito à informatização de todo o sistema. Hotéis que possam ter um circuito de televisão anunciando restaurantes, atrativos, meios de locomoção e acesso, tudo isso publicado em vários idiomas, de sorte a atender plenamente os turistas que estejam na cidade.

Pensar em montar um museu tecnológico de barragem hidrográfica com a Itaipu Binacional, de sorte a ser um ponto de educação para os jovens que possam visitar-nos com excursões colegiais preparadas, ao mesmo tempo em que, de qualquer lugar do mundo, possa ser acessado todo esse empreendimento.

O mesmo pode ser pensado quanto à questão ambiental. Criar, com respaldo da Unesco, um centro de educação e pesquisa ambiental no Parque Nacional do Iguaçu, que contaria com um museu a céu aberto de espécies animais e vegetais, acessado globalmente, o qual pudesse também ser utilizado por excursões de estudantes.

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

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