Por um novo turismo

Prof. José Afonso de Oliveira  | OPINIÃO

Estamos com a Ponte da Amizade, ligação de Foz do Iguaçu com Ciudad del Este, no Paraguai, em pleno funcionamento neste feriado prolongado.

Os hotéis da cidade apresentam bom nível de reservas, dando a sensação e a impressão de que voltaremos ao normal brevemente. Mas todo cuidado é pouco, pois a pandemia está ainda muito acentuada na cidade, com aumento de infectados e de mortes diariamente. Ainda não é possível dizer os motivos reais dessa situação, porém certamente tem a ver com os últimos feriados prolongados, tanto quanto com a abertura, mesmo que com restrições, da Ponte da Amizade.

Entretanto tudo isso tem também os seus aspectos muito positivos, e destacaria que não voltaremos, ao menos tão cedo, a ter uma movimentação de turistas na cidade como já tínhamos conseguido antes da pandemia.

Para incrementar o turismo é preciso trabalhar com alternativas, essas ocorrendo principalmente nos aspectos culturais. A possibilidade de realização de shows de música latino-americana, festivais de teatro e de cinema, e tantas outras atividades, devem atrair inúmeros visitantes para a cidade, dinamizando o turismo, a ocupação de hotéis e o movimento em bares e restaurantes.

Lembro-me, por exemplo, de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, Gramado, hoje famosa, especialmente no final do ano, com a sua belíssima festa de Natal. Ora, Gramado se tornou conhecida graças à existência, em passado recente, de um festival de cinema.

Podemos igualmente pensar em Blumenau, uma cidade muito bonita, tipicamente de cultura alemã, que ganhou fama em razão da realização da Festa do Chope, que só é superada pela festa que se realiza em Munique, na Alemanha.

Então esses modelos são muito alentadores para pensarmos na nossa Foz do Iguaçu. A iniciativa privada realiza os estudos, faz o projeto-piloto, e o poder público apenas e tão-somente apoia, incentiva e colabora, mas não realiza a festa propriamente dita; essa é organizada por todos aqueles que têm interesses diretos e vinculados ao turismo na cidade.

Quanta coisa podemos pensar nesse sentido e, graças a isso, incrementar a vinda de visitantes para a cidade, ampliando a sua permanência e visitação dos pontos turísticos, ao mesmo tempo em que essas novas atividades vão sendo desenvolvidas.
 

* José Afonso de Oliveira é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.
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Alexandre Palmar

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